quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Espaço entrevista!

Hoje estou lançando mais um espaço no meu blog, onde o objetivo é entrevistar pessoas que são consideradas comuns, mas que têm opiniões próprias sobre determinado assunto. Este espaço vai trazer entrevistas que serão feitas de maneira informal, divertida e descontraída sobre assuntos sérios e do dia a dia dos entrevistados. O “Espaço Entrevista’’ nasceu de uma conversa entre eu e a entrevistada de hoje. Estávamos conversando sobre guerra e daí pra frente foram surgindo outros assuntos interessantes. O resultado disso está na entrevista que vocês verão mais abaixo. Ficou muito legal.



A entrevista de hoje é com uma pessoa muito especial para mim e fiz questão dela ser a primeira, até porque, de certa forma, ela deu origem a este espaço junto a mim.



Conheça um pouco mais dela nos dados da entrevistada e também entre no mundo das guerras e da política na visão de uma militante do partido PC do B.



Dados da entrevistada:



Nome: Geanine Sabadini

Idade: 19 anos

Cidade: Erebango/RS

Estudante de: Licenciatura em História

Faculdade/Universidade: UFFS – Universidade Federal da Fronteira-Sul/Campus Erechim

Assunto da entrevista: Guerra e Política

 Entrevista com Geanine Sabadini



Vinicius– Você concordou com alguma guerra que aconteceu? Tu acha que alguma guerra foi necessária?

Geanine – Não... Depende... [risos] É que tudo é relativo.

Vinicius– Daqui a pouco tu vai falar: “Vou pesquisar!”

Geanine – Há guerras e guerras.

Vinicius– Para de enrolar...

Geanine – Por exemplo, no caso da Revolução Cubana, foi necessário que os revolucionários pegassem em armas e formassem a guerrilha. No caso das ditaduras militares aqui na América do sul foi a mesma coisa.

Vinicius– Pode me explicar que guerra foi essa e por que foi necessária?

Geanine – No caso da Revolução Cubana, o Fidel e seus companheiros precisaram tirar o ditador que tinha lá, “à força”... Tiveram que pegar em armas, tiveram que matar pessoas, nada diferente do que o inimigo fazia. Eu não concordo com isso, mas naquele caso, tinha que ser assim. Como é que tu vai lutar com um inimigo armado? É pedir pra morrer...

Vinicius– E tu acha que o Fidel não formou outra ditadura?

Geanine – Não. Essa é a ideia que o capitalismo quer vender para o resto do mundo. O capitalismo quer que o mundo tenha medo do comunismo, aí inventa um monte de balela...

Vinicius– Mas ele ficou anos em Cuba...

Geanine – Sim, ficou. E agora o irmão dele está. Mas dizer que isso é uma ditadura é muito equivocado.

Vinicius– Para mim, isso é uma ditadura... Ele não dá espaço para a democracia...

Geanine – E o que é democracia? Isso que a gente vive não é democracia bosta nenhuma.

Vinicius– Liberdade de opinião é um tipo de democracia...

Geanine – O capitalismo quer vender a ideia de que temos liberdade com ele: grande mentira. Ah tá, liberdade de opinião para a Veja poder falar um monte de mentiras e para a Globo botar um monte de bosta na cabeça da gente. Grande liberdade de opinião... Tinha gente que tinha que ser proibida de expor a opinião, isso sim.

Vinicius– Você acha que um país socialista não precisa de eleição?

Geanine – Então, um país socialista é um país que está em transição, ou seja, o Estado é algo temporário que, depois, vai deixar de existir, quando tudo estiver estabilizado. Aí chegamos no comunismo, que é um sistema sem Estado.

Vinicius– Bom, eu tenho dúvidas sobre o socialismo e o comunismo. Em alguns lugares podem até dar certo, mas eu precisaria saber do povo que vive esse regime, para ver o grau de rejeição.

Geanine – Claro, por isso que eu digo que ouvir o que a mídia diz e achar que é tudo verdade, não dá. Talvez os principais grupos desses países que deveriam ser ouvidos, são os movimentos sociais, eles indicam muito sobre o país.

Vinicius– Eu gostaria de ouvir uma opinião imparcial sobre isso ou de pessoas que vivem isso.

Geanine – Não existe opinião imparcial. Tu sempre vai estar pertencendo a uma coletividade e a gente sempre vai defender nossos interesses, mesmo que de forma inconsciente. A pessoa que diz que é neutra, que é imparcial, é a pessoa que está do lado da situação, que está no poder atualmente.

Vinicius– Não sei se você sabe, mas quanto é o salário dos cubanos, é em igualdade mesmo?

Geanine – Isso eu não sei. Uma vez eu ouvi falar que tem um sistema assim: tem um salário mínimo e um salário máximo, mas não sei se essa informação é correta. Até porque a gente tem que considerar que Cuba não conseguiu ser um país totalmente socialista, ainda tem muitas dificuldades. Imagina só, todos os obstáculos que os EUA colocam contra Cuba, fica difícil também.

Vinicius– Acho que o socialismo não impera 100% em um país, oposição sempre tem em algum lugar, sempre tem quem discorda. É difícil você implantar igualdade total em um país.

Geanine – Com certeza.

Vinicius– Acho que a resposta é óbvia: você acha que num país como o Brasil é possível implantar um regime socialista? [risos]

Geanine – Por que tu acha que é óbvia?

Vinicius– Porque, no Brasil, até políticos que se dizem comunistas, roubam.

Geanine – Diz um.

Vinicius– Os políticos do PT, por exemplo, Genuíno, Zé Dirceu.

Geanine – Eles não são comunistas.

Vinicius– Fora o ministro, lá do Esporte, que é do PC do B, teu partido...

Geanine – Comunista é quem é filiado no PC do B ou PCB. Foi provado que o Orlando Silva roubou dinheiro público? Ele foi condenado? Porque eu não estou sabendo. Acusações temos várias, contra vários políticos, mas não é bem assim. Não estou defendendo, se roubou, tem que pagar mesmo. Mas não acuso ninguém antes da condenação efetiva.

Vinicius– Se o PT não é comunista, é o que?

Geanine – É trabalhista, defende os direitos dos trabalhadores.

Vinicius– O que o PT está fazendo para os trabalhadores?

Geanine – Além de estar no poder, o que é muito bom. Eu não vou poder te citar aqui tudo que o governo Dilma está fazendo para os trabalhadores, mas acho que o Brasil teve grandes mudanças a partir do governo do PT.

Vinicius– Estar no poder não significa que está fazendo alguma coisa...

Geanine – Eu sou um exemplo: jamais estaria fazendo faculdade se não fossem pelas políticas públicas na área da educação implantadas a partir do governo do Lula.

Vinicius– Na tua avaliação, qual projeto do PSDB contribuiu para o Brasil, no governo do FHC?

Geanine – Não sei.

Vinicius– Até mesmo no governo de Erebango, o que os prefeitos daí fizeram, do PSDB, se é que teve algum prefeito deste partido...

Geanine – Não. Aqui só teve PMDB e PP, o que dá na mesma merda. Nunca fizeram nada que preste e quando tentavam algo, faziam cagada.

Entenda a vida de um tímido!

Bom faz um tempinho que não posto nada no blog, estava meio sem tempo, agora estou retornando a postar. 
Hoje vou falar sobre um assunto que está bem presente na minha vida: a timidez.Ja falei algumas vezes sobre o assunto ''timidez'' no blog, mas achei uma reportagem da revista Super Interessante bem legal que esclarece bem o tema. Pelas conversas que tive com alguns amigos meus, principalmente os extrovertidos, percebi que essas pessoas não tem total conhecimento sobre o assunto e o objetivo é que percebam que nem todas as pessoas são quietinhas ou reservada porque querem e sim porque têm dificuldade de se socializarem. Depois da matéria vou postar um vídeo que explica bastante sobre a timidez e também a diferença entre timidez e introversão.

A vida de um tímido (ou por que as bochechas ficam vermelhas)

O tímido tem muito medo de passar vergonha em público. Por isso, pensa em cada palavra e gesto que vai fazer. Conheça aqui a história das pessoas que se amedrontam com gente. E descubra se você também é uma delas

por Karin Hueck
Gisele é uma capixaba que odeia fazer aniversário. Não é que se incomode em ficar velha - ela odeia é ter pessoas ao redor, cantando em sua homenagem. Ela foge tanto dos holofotes que nunca realizou o sonho de se casar na igreja só para não virar o centro das atenções vestida de noiva. Carla é uma assessora de imprensa paulistana que não se sente à vontade cumprimentando pessoas. Na adolescência, passou um semestre inteiro de um curso de inglês trancada no banheiro, com receio de interagir com os outros alunos na aula. Andreia é paulista, e não consegue mais andar de metrô. Seu medo é que alguém se aproxime para pedir informações e ela não saiba o que responder nem como agir. As 3 mulheres fazem parte de um grupo virtual de fóbicos sociais (os mais tímidos na escala dos tímidos) e são o exagero de um comportamento que todo mundo tem de vez em quando: desconforto de estar e interagir com outras pessoas. Conheça aqui o mundo dos tímidos, um universo nunca dantes contado (ou você já viu tímido contar alguma coisa?).

Temer o próximo parece uma característica meio sem sentido para um animal tão sociável como o ser humano. Mas o fato é que 90% das pessoas admitem ser tímidas em algum período da vida. Quarenta e cinco por cento passam a vida toda acanhadas. E 4% são como Gisele, Carla e Andreia, cuja timidez é tão acentuada que as impede de levar uma vida normal. Em níveis diferentes, os 3 grupos sentem os mesmos desconfortos: medo de passar vergonha em público, de falar algo errado, de virar motivo de chacota, de se expor. De tão preocupados que são com a opinião alheia, acabam desenvolvendo um jeito estranho de se portar. É como se a todo o momento assistissem a um filme da própria vida na cabeça. Cada movimento e cada fala são ensaiados mentalmente, para que na hora que o mundo diga "ação" ele possa representar seu papel com perfeição. Tudo para evitar gafes. O tímido é um fingidor - finge tão completamente que dificilmente age com espontaneidade. E, nessa vida premeditada, acha que todo mundo repara nele também. Com todas as atenções voltadas ficticiamente para ele, imagina que tudo conspira para dar errado, numa mistura estranha de narcisismo, insegurança e pessimismo. É aí que o tímido se cala.

Para piorar, parece que ser acanhado é sina das mais graves. Vá até o dicionário mais próximo. Procure sinônimos para a palavra "tímido". O que você vai encontrar são termos como medroso, débil, dúbio, fraco, frouxo. Isso porque, na nossa cultura, parece certo ser incisivo e comunicativo. Essa pressão em ser extrovertido o tempo todo pode ser um dos motivos que explicam por que as pessoas andam se sentindo mais retraídas - um aumento de 10% em 3 décadas. A internet complica essa história mais um pouco. Um estudo da Universidade de Windsor, no Canadá, mostrou, por exemplo, que tímidos passam mais tempo no Facebook do que não tímidos. Gisele, Carla e Andreia, as mulheres que estão no começo desta reportagem, não falam de seus problemas para conhecidos ou familiares, mas não tiveram dificuldade em contar suas histórias para a SUPER - via e-mail, é claro. E elas não foram as únicas: outros 10 fóbicos sociais, em menos de 3 horas, se ofereceram pra contar seus dramas. Sim, a internet parece promover o milagre da desinibição virtual. Isso é bom e ruim. Se você passa tanto tempo na internet e não se encontra pessoalmente com os amigos, os colegas, o caixa do banco, é possível que fique meio desconfortável com pessoas ao redor. Principalmente se você já tinha alguma tendência para o acanhamento.

Acontece com todo mundo

A teoria mais aceita hoje é que timidez é um traço de temperamento. Isso significa que pode haver um componente genético - mas um que não é absolutamente determinante. Desde o berço, há bebês que se sentem à vontade com novos estímulos, como brinquedos e desenhos, e outros que se retraem. A maior parte dos bebês retraí-dos vai crescer e virar um adulto tímido. Uma boa parte, no entanto, cresce e vira extrovertida. Da mesma maneira, bebês desinibidinhos podem virar adultos tímidos, o que indica que há espaço para o ambiente na formação da timidez. Às vezes, a retração surge de um trauma. Por exemplo, o menino que foi rejeitado na primeira vez que tomou coragem para chamar uma menina para sair talvez nunca mais chame outra. E assim fez-se um tímido.

Na verdade, não há nada errado em fugir do centro das atenções. "Você diria a um atleta fora de forma que ele é doente e tem um pro-blema? Não. Então também não podemos dizer que o tímido tem um problema. Tímidos são apenas pessoas fora de forma para relações sociais", diz Lynn Henderson, diretora da clínica de estudos sobre a timidez da Uni-versidade Stanford, nos EUA, a mais antiga do mundo. Ou seja, uma vez à vontade, o tímido é tão engraçado, sociável e simpático como qualquer outra pessoa - ele só precisa de um empurrãozinho pra se sentir à vontade. Esse empurrãozinho é algo quase instintivo, tanto que 40% dos tímidos deixam de sê-lo sem fazer nenhum tipo de tratamento. Quando percebem que o acanhamento os impede de fazer tudo que têm vontade (não se engane, tímidos querem ser desinibidos), muitos conseguem controlar a ansiedade e começar a se expor sem (tanto) sofrimento.

O problema está em quem não consegue dar esse passo sozinho e se enterra na solidão. Aí o tratamento parece inevitável: ou com terapia ou com remédios. Na terapia, o tímido treina situações sociais. Aprende a manter conversinhas de elevador, a puxar assunto com a pessoa desejada e, principalmente, a descobrir a triste realidade: ninguém repara nele como ele imagina. É como o atleta fora de forma mesmo: só depois de muito treino o tímido vira um profissional da desinibição. Já os medicamentos são diferentes, pois não agem no comportamento da pessoa, e sim nos sintomas. "Pessoas muito tímidas têm alguma disfunção no metabolismo de serotonina e dopamina no cérebro. É isso o que os remédios regulam", diz Carlos Blanco, professor de psiquiatria da Universidade Columbia, EUA. Ao atacar a química do cérebro, o remédio deixa o tímido menos ansioso e preocupado, mas não necessariamente mais saidinho para conversar ou fazer amigos. Ou seja, sem o tratamento, ele volta a ser o acanhado de sempre. Por isso, nem sempre é bom confiar só na química.

Abrace a timidez
Boa parte dos tímidos (uns 20%) não acha sua retração um traço negativo de personalidade. E não é mesmo. O administrador de empresas americano Jim Collins estudou 1 345 grandes companhias para descobrir por que algumas eram mais bem-sucedidas. O resultado mostrou, entre muitas coisas, que as empresas lideradas por chefes tímidos tinham evoluído muito mais do que as outras. E por um motivo simples: o líder acanhado se preocupa apenas em fazer um bom trabalho, e não em ganhar fama e status (afinal, o tímido foge do holofote feito extrovertido do ostracismo, certo?). Há outros motivos para acreditar que um mundo feito de tímidos funciona melhor do que um povoado de extrovertidos. Pense numa pessoa que não se intimida com nada e ninguém. Ela vai agir e falar sem restrições - invadindo o espaço alheio. "A timidez é um excelente regulador do convívio social. Levar em consideração o que o outro está pensando contribui para que as pessoas não vivam em conflito o tempo todo", diz Ailton Amélio da Silva, psicólogo da USP, e autor do Mapa do Amor. Os tímidos bem que poderiam sair por aí espalhando isso - se eles não tivessem tanta dificuldade em abrir a boca, é claro.


Alguns dados sobre a timidez

Situações que mais causam timidez:

73% falar em público

64% conversar com a pessoa desejada
55% falar com alguma autoridade
55% qualquer situação nova


Tratamento: só os 5% mais tímidos procuram tratamento

Das pessoas que procuram ajuda: 64% são homens / 36% são mulheres

Quando crianças, meninos e meninas apresentam os mesmos níveis de timidez. Já entre adultos, é mais comum encontrar mulheres tímidas do que homens.


 Vídeo: Sabor da Vida - Timidez
 

Fonte: http://super.abril.com.br/cotidiano/vida-timido-ou-bochechas-ficam-vermelhas-622381.shtml

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Estresse

O Estresse está muito presente hoje em dia, com o excesso de trabalho, transito parado e outras coisas que deixa o ser humano mentalmente esgotado. Todos os seres humanos tem seu limite e um dia todos explodem nisso que vem o problema maior, o estresse pode termina em uma briga ou em uma ofensa a alguma pessoa que gosta.
Apesar de hoje em dia ser difícil lidar com os problemas do dia a dia, onde a cobrança no trabalho é cada vez maior, onde as relações entre as pessoas estão cada vez mais instáveis e até mesmo lidar com outras pessoas estressadas, o estresse pode ocasionar em doenças e com isso ser prejudicial à saúde e mesmo com os problemas da vida as pessoas tem que aprender a controlar esse mal.

Saiba um pouco mais sobre o estresse no texto da Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva e também com uma reportagem feita pelo programa hoje em dia da record.


ESTRESSE
Autoria: Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva

O que é estresse?

Trata-se de um "alerta" do organismo que prepara o indivíduo para reagir a uma ameaça externa (ex.: susto, fuga, briga etc.). Esta ameaça desencadeia alterações neurohormonais, ou seja, o cérebro libera substâncias (hormônios) que irão modificar todo o funcionamento do organismo. Fenômeno da vida moderna, o estresse pode estar presente na vida de todas as pessoas, independente de sexo, idade, profissão ou posição social.

A reação do estresse deixa de ser normal quando, em algumas situações, torna-se crônica e passa a causar uma série de doenças, agravar outras existentes e até mesmo levar à morte.


A vida de hoje se constitui em um jogo extremamente competitivo no qual, a busca desumana por dinheiro e prestígio, transforma a todos em verdadeiros rivais. Viver passou a ser uma tarefa, muitas vezes, maior que nossas resistências podem suportar.


Vivemos a maior parte do tempo para atender as expectativas do grupo social a que estamos ligados e esquecemo-nos de satisfazer as nossas reais necessidades (afeto, paz, harmonia etc.). Com isso, passam-se meses e anos e, quando nos damos conta, uma sensação de falta de controle sobre nossas próprias vidas nos assola a mente gerando altos níveis de ansiedade e angústia que acabam por predispor o aparecimento do estresse e suas desagradáveis consequências.


Diante da impossibilidade de fugirmos das tensões e pressões do dia-a-dia, nos vemos impelidos a aumentar nossos conhecimentos sobre o estresse e seus mecanismos para que possamos evitá-lo e, com isso, abrirmos a possibilidade de uma vida com mais qualidade e equilíbrio.



O estresse pode ocorrer em qualquer pessoa?


O estresse pode acometer qualquer pessoa a qualquer momento de sua existência: infância, fase adulta ou em idade mais avançada.

É importante destacar que o mecanismo do estresse é individual, ou seja, uma situação que para uma pessoa pode ser corriqueira, pode ser muito desgastante para outra.


Isto acontece pelo fato de que cada ser humano tem um jeito de avaliar e resolver os seus problemas.


As reações físicas


A descarga de vários hormônios pelo cérebro que ocorre na reação de estresse visa preparar o indivíduo para enfrentar um determinado problema. Esta descarga gera uma série de alterações físicas no organismo que são: tensão muscular (os músculos se contraem), a pele fica retraída, o coração ameaça a bater rapidamente, a respiração é acelerada, a pupila se dilata, os pelos ficam eriçados, existe um excesso de suor e, em casos extremos, pode ocorrer uma eliminação involuntária de fezes e urina.

Quando todas essas reações ocorrem em um momento de "alerta" (p. ex.: um assalto), não significa que a pessoa esteja doente, mas sim que ela está tendo uma reação normal do organismo a um fato inesperado ocorrido.

Vale a pena salientar que estas reações não ocorrem somente em situações negativas, elas aparecem também em ocasiões boas como paixão, uma grata surpresa, recebimento de uma boa notícia etc. O estresse causado por uma situação positiva costuma ser menos prejudicial ao organismo.

O estresse possui três fases: alarme, resistência e exaustão.


Alarme


Esta fase ocorre no momento exato em que um fato inesperado surge, seja ele de conteúdo positivo ou negativo. Encontramos nesse período as seguintes reações físicas: dor de cabeça, palidez, taquicardia, suor em excesso, pressão alta transitória, dor de estômago, pressão no peito, aperto na mandíbula etc.


Resistência


Se não tivermos a interrupção dos fatores causadores do estresse entramos na fase de resistência. Nesta fase o estresse deixa de ser uma reação normal do organismo e passa a ser considerado uma doença que precisa ser tratada. As reações físicas ficam mais intensas. A pressão arterial permanece alta, o coração bate em ritmo mais acelerado o tempo todo.

O organismo como um todo funciona em ritmo acima do normal. Os sintomas mais comuns desta fase são: irritabilidade, incapacidade de relaxar, isolamento social, impotência, gripes constantes, queda de cabelos, cabelos brancos etc.


Exaustão


Nesta fase o organismo tem suas energias bastante desgastadas e surge o risco do aparecimento de doenças graves ou de morte repentina. Dentre as doenças mais comuns neste período temos: depressão, infarto cardíaco, derrame cerebral, gastrite, úlcera, câncer, asma, bronquite, edema pulmonar e reumatismo.

Se houver uma mudança no estilo de vida visando eliminar as causas do estresse e mudar a maneira de lidar com os problemas, poderá haver uma recuperação (no caso de úlcera, depressão, infarto etc.). Se isto não ocorrer, as consequências podem ser fatais a curto ou médio prazos. Os infartos poderão se repetir até a morte, a úlcera poderá se transformar em câncer ou a depressão poderá ter como consequência o suicídio.

Estresse "O mal do século" entrevista Hoje em dia 1ª Parte

Estresse "O mal do século" entrevista Hoje em dia 2ª Parte


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Sentimento de Raiva!



Hoje vamos falar sobre um sentimento que todos sentem durante alguma parte da vida: a raiva.

A raiva é um sentimento que pode ser ruim, porque quando estamos com esse sentimento, poucos querem se aproximar e também acabamos ofendendo pessoas que gostamos com essa ira toda, mas também a raiva pode ser um sentimento de defesa, muitas pessoas aceitam situações de humilhação quieto e não liberam esse sentimento e acaba sofrendo do mesmo jeito. Conheça um pouco mais sobre a raiva no texto da psicóloga clínica Flávia Leão Fernandes, Mestre em psicologia pela Universidade de Londres.

Sentimento de raiva pode prejudicar

É normal sentir raiva. A raiva é um sentimento de protesto, insegurança, timidez ou frustração, contra alguém ou alguma coisa, que as pessoas demonstram quando se sentem ameaçadas.

Varia de intensidade e de pessoa para pessoa, podendo ser uma simples irritação ou uma demonstração de fúria. A maneira como cada pessoa interpreta um fato corresponde ao modo com que ela percebe o mundo e a si mesmo.

O sentimento de raiva tem origem na ideia de que fomos injustiçados ou maltratados, tendo como base vivências do passado. Se no passado a pessoa foi muito maltratada ou punida, há uma tendência de se manter "alerta" contra futuras ameaças, de maneira desproporcional ao evento. Torna-se conhecida como uma pessoa de "pavio curto" e suas explosões são uma tentativa de se proteger do que acredita ser uma agressão.

Quando são muito frequentes, ou intensas, ou mesmo quando ausentes, podem ser um problema para as relações sociais e para a saúde física. Por outro lado, há as pessoas que se sentem incapazes de reagir frente a uma situação de maltrato, podendo gerar sentimentos de frustração e de depressão.

Na raiva, como em todos os estados do humor, há alterações no comportamento e no funcionamento físico. Em nossa sociedade, a raiva ou irritação é até mesmo confundida com determinação.

Estudos comprovaram que expressões de raiva transmitem a impressão de que o raivoso é uma pessoa mais competente. Grande engano, é só impressão. A maior competência é na verdade, para desenvolver doenças, principalmente as do coração.

Janice Willians, pesquisadora da Universidade da Carolina do Norte, EUA, estudou durante seis anos o comportamento de 13 mil homens e mulheres com idade entre 45 e 64 anos. Classificou as pessoas em níveis de alta, média e baixa disposição à raiva. As com alta tendência, que se irritam com frequência, possuem três vezes mais possibilidades de sofrer infarto que as pessoas que enfrentam as dificuldades com mais tranquilidade.

Significa dizer que o sentimento frequente de raiva é tão ruim para o coração como fumar, comer muita gordura saturada, engordar e não fazer exercício físico. Pode também causar distúrbios no aparelho digestivo, sem dizer que pode ser considerado um desequilíbrio psicológico.

O comportamento agressivo do raivoso pode se expressar através de violência verbal e até mesmo através de violência física. Quem dá vazão ao sentimento de raiva, apenas para se libertar dele, como uma evidente prova de desequilíbrio emocional pode se dar mal, pois não é possível prever como isso irá terminar.

O trânsito é na atualidade, uma fonte que parece instigar a ira de motoristas uns contra os outros e contra os pedestres. Não raro temos notícias de motoristas que se matam por fatos banais.

O mês de agosto é conhecido como o mês do "cachorro louco". A raiva canina é uma doença cruel para o animal, pois leva à morte. A vacina aplicada como prevenção e na hora certa é a solução. Pena que a raiva psicológica das pessoas não possa ser combatida de forma tão eficaz e simples.
É sempre bom lembrar que "a resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura sucita a ira".

Os amigos e seu próprio corpo agradecem!

Por:
Flávia Leão Fernandes
CRP 06/68043 Psicóloga clínica, Mestre em Psicologia pela Universidade de Londres, Inglaterra e especialista em Psicologia Hospitalar com enfoque em obesidade.